É indiscritível, e já sinto que as palavras não acompanham os dedos, apesar de me achar capaz de sentir todas as sensacões através deles, aliás não acho...eu sinto!. Como é pretenciosa e egocentrista esta frase, quando está em discussão algo que não é palpável.
Amor...aquilo que mais necessito e me faz falta. É tão fácil dar a imagem oposta, e continuar-mos no quarto escuro em que nos fizemos prisioneiros.
É quase dissimulado a minha personagem, é quase tão real que ambas nos confundimos, apenas aqui nestes momentos esqueço e sou, aquilo que não sem certezas me caracterizo!.
Destroi-me cada momento em que atriz actua, é mais um ingrediente nesta salada de ausências de condimentos.
Destroi-me e não tenho como voltar atrás, não me deixam, rejeitam-me por tudo o que sou.
Não!, isto é diferente ... aquele que me marca com uma palavra, talvez por tudo o que não titulamos esteja escrito no que silêncio nos murmura.
Existem momentos que escrevo e que me sinto no auge de uma união, hoje falo desses momentos.
São perfeitos, são de um carinho que parecia ter adormecido, de uma dedicação que poderia provocar asma a quem os observa, é o meu "querer" secreto, que por o ser é mais meu. Chega a ser egoísta esta minha afirmação, mas é tão raro ... tão intenso, que me sinto entorpecida por poder usufruir.
Sei que muita coisa vai ficar por dizer não só aqui nesta tentativa de definir, mas também no nós. Por vezes o espaço, o tempo que o espaço ocupa é demasiado grande, demasiado frio e solitário.
A carência leva à insegurança e à insensatez das palavras.
Entrar num compartimento e querer ocupar a melhor poltrona da sala?... foi isso que ele tão subtilmente fez... o meu "querer"! Ocupou o que tenho de melhor, mas e por estranho que isto pareça, cada vez que a poltrona toma a medida do corpo dele e o afaga, tenho mais espaço ...como se pudesse sentar-me ao lado dele.
Sinto-me despida para ti, da consciência ... de tudo!, sinto-me despida aqui como se todos me pudessem ver e gargalhar do facto ... e complicado é ser livre e não sentir a comunhão da liberdade que se tem....e mesmo assim amar a liberdade da transparência que sempre consegues de mim.